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8 de Março - Dia da mulher

Publicado em 20/02/2014
Imagem do Artigo 8 de Março - Dia da mulher


Alguns cuidados simples no dia-a-dia podem transformar a vida das mulheres. A prevenção das doenças que acometem mulheres é importante para uma vida mais saudável e para a melhoria do bem-estar de todos.

Desde cedo, as mulheres podem e devem cuidar da sua saúde e adquirir hábitos saudáveis e equilíbrio, que fazem a diferença. Em entrevista, a Profª M.Sc Rejane Freitas tira algumas dúvidas sobre o assunto.

Quais exames podemos fazer para prevenir doenças?

   Todas as mulheres, a partir dos 20 anos, devem se preocupar com sua saúde periodicamente, verificando níveis de colesterol, triglicérides, glicemia (para descartar diabetes), atividade cardíaca e DSTs (doenças sexualmente transmissíveis). Através da realização de exames periódicos faz-se uma vigilância à saúde da mulher. Uma mulher, por exemplo, que  faz contracepção oral (se toma a pílula) ou tem um dispositivo intrauterino, deve ser submetida a um exame ginecológico anual.

Como a mulher pode cuidar de sua saúde? De quanto em quanto tempo?

* Consultar periodicamente um ginecologista, uma vez ao ano.
* Aferir sempre a pressão arterial.
* Controlar o peso. A obesidade deve ser combatida, pois aumenta o risco de eventos cardiovasculares e também alguns tipos de câncer.
* Praticar exercícios.
* Não fumar.
* Atualizar a carteirinha de vacinação. A prevenção é sempre melhor que remediar.
* Importante tomar a vacina contra Hepatite B e HPV antes do início da vida sexual
* Controle de colesterol, triglicérides, glicemia, creatinina e urina.
* Citologia oncótica (papanicolau).
* Avaliação de pintas (manchas no corpo).
* Usar camisinha para prevenção de DSTs como HIV, hepatite B e C, HPV, clamídia, gonorreia, sífilis, herpes, cancro mole e donovanose.


Quais são os principais fatores de risco a avaliar num paciente adulto do sexo feminino?


   Tabagismo, hábitos alimentares, vida sedentária, comportamentos sexuais de risco e
acidentes de trabalho.
Quais são as doenças cujo rastreio é comprovadamente útil na mulher adulta, e de que forma deve ser feito esse rastreio?
1. Hipertensão arterial.

2. Hipercolesterolemia.

3. Câncer do colo do útero
Em mulheres com vida sexual ativa e que tenham útero.
O rastreio do cancro do colo do útero deve ser feito em todas as mulheres com vida sexual ativa e que tenham útero. O rastreio faz-se através da realização do exame de colpocitologia oncótica (exame papanicolau) anual. As mulheres que tomam a pílula têm indicação para fazer a colpocitologia todos os anos.

4. Câncer da mama

   É a doença oncológica mais frequente na mulher, em particular na 5ª década de vida, embora possa aparecer tanto em mulheres jovens como nas idosas. A detecção precoce do cancro da mama contribui para uma diminuição significativa da mortalidade por esta doença. A realização de autopalpação da mama (observação e palpação da mama mensalmente, após o período menstrual) pode ajudar a detectar lesões já palpáveis, mas não há evidência de que este exame diminua a mortalidade por cancro da mama.   A realização de uma mamografia de base a partir dos quarenta anos deve ser proposta às mulheres sem fatores de risco, nomeadamente história familiar de cancro da mama. Entre os cinquenta e os sessenta e cinco anos todas as mulheres devem ser submetidas a exame clínico e fazer uma mamografia anual.

Há outras doenças cujo rastreio pode ser aconselhado, embora ainda não esteja claramente estabelecido o seu benefício?

   Sim. O rastreio do cancro do cólon e reto, embora indicado por algumas organizações científicas, é ainda objeto de controvérsia quanto aos resultados atingidos em termos de redução da mortalidade e melhoria da qualidade de vida.

Quais são as vacinas que as mulheres adultas devem atualizar periodicamente?
   A vacina que mulheres entre doze e quarenta e nove anos, independentemente de estarem grávidas ou não devem tomar, é a vacina contra Difteria e Tétano (Dupla Adulta - DT) cuja administração deve ser efetuada de dez em dez anos para que haja imunidade contra o tétano, vacina contra Sarampo e Rubéola (Dupla Viral - SR) e outras vacinas que estão indicadas, como por exemplo a vacina contra a gripe, hepatite B. Em setembro de 2012, o Senado aprovou o projeto de lei que garante às meninas na faixa de 9 a 13 anos o direito de receber gratuitamente na rede pública de saúde a vacina contra o HPV,

Algum exercício diário?

Sim, pois, além de melhorar a saúde, ainda promove o bem-estar.

Mulheres devem praticar exercícios físicos em todas as idades?

Sim, a mulher deve se dedicar à atividade física. Para meninas e adolescentes (cinco aos 17 anos), o recomendado são atividades que incluam jogos, brincadeiras, Quando a menina se torna mulher (18 aos 30 anos), os exercícios físicos (exercícios aeróbios e esportes) devem ser praticados  durante três vezes por semana. Ainda na fase adulta, porém entre 40 e 50 anos, a recomendação é evitar atividades de grande impacto. “O objetivo é focar em exercícios que fortaleçam os ossos e previnam a descalcificação.    Trabalhar músculos do quadril, abdômen e costas (coluna) é ideal para a saúde feminina nessa fase”, completa. E, na terceira idade, dança e caminhadas diariamente.

Uma gestante deve fazer quais exames durante a gravidez?

A futura mamãe deve fazer um  check-up no inicio de sua gravidez. Para tanto, amostras de sangue, urina e fezes são colhidas. Assim, o médico irá verificar a presença ou não de doenças, como HIV, Sífilis, Hepatite B e C, Rubéola, Citomegalovírus, Toxoplasmose, Parasitose, Anemia, Diabetes, Hipo e Hipertireoidismo e outros ao longo da gravidez. Exames clínicos também estão na lista dos obrigatórios, como o Papanicolau, que detecta câncer do colo do útero e infecções. No exame de hemograma, o tipo sanguíneo também é analisado e confrontado com o do pai. Se, por exemplo, a mãe for Rh negativo e o homem Rh positivo, a mulher deverá tomar uma injeção de imunoglobulina, que fará com que o corpo dela não entre em conflito com o bebê, caso ele seja Rh positivo.

Qual a importância de cada exame?


Rastrear e tratar as doenças pré-existentes.


Fonte: Assessoria de Comunicação | Faculdade Redentor
Por Jaqueline Pellizzon

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